Historiadores abrem espaço nas empresas

Agências se dedicam a preservar memória das companhias e passam a contratar estagiários de história

iG São Paulo | 29/12/2010 07:15

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Estudantes de história contam cada vez mais com oportunidades de estágio que vão além da carreira em salas de aula e ou em atividades nos órgãos governamentais. É cada vez mais comum que empresas procurem o profissional de história para criar centros de memória com a finalidade de preservar fotos, objetos e documentos. Para isso, essas companhias, como a de alimentos Bunge, a Unilever e a Bosch, contratam serviços de escritórios especializados. Toda essa demanda tem aumentado as oportunidade de estágio para estudantes de história, além de outras carreiras com atuação similar, como arquivologia, biblioteconomia e museologia. O iG Estágio e Trainee buscou algumas dessas consultorias de história corporativa para saber sobre as vagas universitários dessas áreas. Veja também as oportunidaes de estágio para quem estuda gastronomia, hotelaria e educação física.

Foto: Getty Images

Centros de memória em emrpesas abrem espaço para contratação de estudantes de história

Alternativa à carreira acadêmica - Segundo Silvana Goulart, sócia de uma das empresas mais antigas nesse ramos, a Grifo projetos Históricos, a opção corporativa é uma boa alternativa de carreira para o profissional de história. “Antes a pessoa formada ou cursando história ia dar aula ou faria carreira acadêmica e seria pesquisador”, diz. Silvana conta que os estagiários nesses projetos corporativos trabalham na pesquisa histórica, organização de documentos, conservação e descrição na base de dados, verificação de contexto aos fatos, documentação e catalogação de arquivos. A Grifo começou nos anos 70 com o desafio de elaborar um livro sobre os 70 anos do Mappin, líder varejista da época. Hoje a empresa assina importantes projetos de memória, como da Unilever e do Instituto Fernando Henrique Cardoso.

Universidade ainda não prepara – O coordenador da área de acervo do Museu da Pessoa, Gustavo Ribeiro Sanchez, começou na empresa como estagiário em 2007. Ainda não se formou e já coordena o setor. Ele sente falta de uma formação na faculdade mais voltada para o mundo empresarial. “As universidades vêm mudando muito, tendo em sua grade matérias como museologia e arquivologia, mas ainda assim é pouco”, afirma. Segundo ele, “o profissional de história corporativa tem de estar antenado com o noticiário atual sobre as empresas e o setor, conhecer editais e formas de redigir projetos”.

Empresas completam a formação – As consultorias de história procuram reforçar a formação dos estudantes. É o caso da Expomus, voltada para projetos culturais e que assina trabalhos para a Telefonica e Natura. A coordenadora de educação da empresa Carolina Vasconcelos diz que o estagiário, ao ser contratado, passa por um período de duas semanas de treinamento para atuar na fase de catalogação de um projeto.

Busca por candidatos – A captação de candidatos é feita geralmente pelas empresas nas universidades ou pelos sites. Victor Tanezi, sócio da empresa Memória & Identidade, que já desenvolveu mais de 100 projetos corporativos, o principal no recrutamento é a entrevista. Segundo ele, mais do que o currículo é preciso avaliar o perfil do estagiário para esse trabalho de catalogação, pesquisa e elaboração de linha do tempo.

Se você quer conhecer as oportunidades fora da sala de aula para uma carreira em história, veja os principais endereços que contratam estagiários da área:

Expomus - Empresa de consultoria histórica para a área cultural.
Faz contratações para trabalhos externos, nas empresas. A carga horária de até quatro horas e meia diárias e a bolsa-auxilio varia de 600 reais a 800 reais, com vale transporte e vale refeição.
Contato e inscrições pelo site da empresa.

Grifo Projetos Históricos – escritório de projetos históricos e editoriais.
Estudantes do terceiro ou quarto ano de história ou biblioteconomia.
Contrata conforme a demanda de projetos.
Contato e inscrições pelo site da empresa.

Memória & Identidade - Uma das empresas pioneiras na área de memória empresarial no Brasil.
O candidato passa por entrevista com historiadores da empresa.
O estagiário ganha entre 6 a 8 reais por hora (em torno de 900 reais por mês).
Para se inscrever, pelo site da empresa ou enviar currículo por email para memoria@uol.com.br

Museu da Pessoa – Uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip – organização sem fins lucrativos) que começou a fazer memórias institucionais justamente para se manter.
Salário entre 800 e mil reais.
Contato e inscrições pelo site da empresa.

 

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