Você já deve saber que para ser selecionado em um programa de trainee muito disputado tem que ter mais do que um bom currículo e as habilidades exigidas pela empresa. É preciso também se destacar em alguma qualidade, curso ou experiência para aparecer e ser escolhido no meio de centenas ou milhares de candidatos em condições muito parecidas com as suas. O iG Estágio e Trainee conversou com cinco recém formados que foram aprovados, participam ou até já concluíram o programa de trainee de grandes empresas. O que todos querem é crescer dentro dessas companhias e, para isso, o que eles sabem é que a busca por um diferencial continua. Veja o que dizem esses trainees sobre como foram selecionados e como investem para se desenvolver profissionalmente.
Ludmila Gonçalves, trainee da Whirlpool
Estar preparado para mudar de região – A trainee Ludmila Gonçalves já havia decidido se mudar do Rio de Janeiro para São Paulo quando se inscreveu para o programa da Whirlpool, multinacional fabricante de eletrodoméstico dona das marcas Brastemp e Consul. Ela conta que essa decisão a ajudou durante a entrevista quando foi questionada sobre essa necessidade. Ludmila estudou publicidade na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e chegou à seleção da Whirlpool contando com uma experiência de estágio na agência B2W, outro fator que ela lembra como diferencial. Agora ela aposta no contato com outros executivos da companhia que teve durante o job rotation (rodízio entre áreas). “Temos de desenvolver um projeto de vendas e marketing para a América Latina e quero aproveitar esse contato com pessoas de vários países para desenvolver uma carreira internacional e crescer na empresa.”
Leandro Delarue, trainee da Johnson&Johnson
Sem medo de recomeçar – é trainee da área de marketing na Johnson & Johnson, uma das maiores empresas de cuidados com a saúde de mundo, dona de marcas como Neutrogena, Listerine, Sundown e Tylenol. Para chegar aí, ele teve de largar a faculdade de geologia e descobrir que queria mesmo era ser publicitário. Fez estágio no marketing da faculdade, o Centro Universitário Moacyr Sreder Bastos, do Rio de Janeiro, e decidiu se especializar: cursou MBA nessa área, com foco em pesquisa de mercado. Garante que esse foi um de seus diferenciais na seleção. Mais do que ocupar um cargo alto na empresa, Leandro visa uma oportunidade na Johnson & Johnson Global e para isso diz que vai se especializar ainda mais nessa área que descobriu ainda na faculdade.
Joana Chung, trainee da consultoria KPMG
Rede internacional de relacionamento – aproveita suas experiências para formar um amplo leque de profissionais em seu networking. Isso ocorre desde a faculdade de administração da Fundação Getúlio Vargas em São Paulo, no estágio na BQ Tecnologia, uma representante da marca BenQ no Brasil, e principalmente agora como trainee da consultoria internacional KPMG. Este ano, Joana foi para os Estados Unidos participar do Global Internship Program da empresa e teve contato com outros trainees de todo o mundo. Essa é sua aposta para se destacar na carreira em auditoria internacional de empresas.
Carlos Alexandre Spiegel, trainee da Nestlé
Aliar prática e teoria – O administrador de empresa e trainee da Nestlé Carlos Nascimento Spiegel começou trabalhando com seu pai aos 17 anos. Antes de concluir o curso na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) fez estágio na seguradora Icatu e na Coca-Cola. Antes de conseguir seu objetivo de iniciar a carreira na Nestlé, uma das maiores empresas de alimentos do mundo, ainda fez um MBA para completar sua formação. Ele aponta suas experiências práticas como seu diferencial para conseguir a aga de trainee, mas já está se programando para fazer um MBA e aperfeiçoar sua formação para garantir um futuro na empresa.
Aposta na especialização – A administradora de empresas Lilian Cristina Malaquias fez estágio na Ultragaz, foi efetivada e decidiu largar tudo para fazer um intercâmbio na Austrália. Hoje ela acaba de ser efetivada após concluir o trainee no Banco Santander, o terceiro maior banco privado do país. Em um ano que esteve no exterior, além de aperfeiçoar o inglês, Lilian fez um curso de business na Univesidade de Queensland. Ela atribui a essa experiência seu diferencial na seleção do trainee do Santander. Agora Lilian quer aproveitar as opções de programas internacionais que o banco oferece. Para isso, dedica-se no aperfeiçoamento do idioma espanhol. Segundo ela, o principal é planejar e ter certeza nas escolhas.