Saiba a importância de valorizar sua marca

Você pode ser lembrado por suas boas características e assim abrir caminho para novas oportunidades

Arthur Lopez | 14/02/2011 05:30

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Algumas das características que você nem sabe que tem podem ser o fator principal de sucesso em uma seleção para estágio ou trainee. Imagine se você chegar à etapa final de uma disputa por uma vaga com outro candidato que tem o currículo similar ao seu, mesmas habilidades e um bom desempenho nas fases anteriores. Durante a entrevista decisiva o que será levado em conta para o desempate é a marca pessoal de cada um. No processo mais concorrido do Brasil, que definiu 22 trainees da cervejaria Ambev em 2010, havia 72 mil candidatos inscritos. Esses poucos escolhidos têm mais do que as melhores habilidades, apresentam “brilho nos olhos”, segundo o responsável por essa seleção, Rodrigo Pacca. Não existe uma receita de como formar sua marca pessoal e dessa forma enfrentar melhor a disputa por uma oportunidade. Mas o iG Estágio e Trainee conversou com especialistas no assunto para coletar algumas dicas de como ajudar nessa estratégia que pode ser importante na definição dos rumos de sua carreira. Quem falou sobre o assunto também foi o tenista Gustavo Kuerten, o Guga, considerado um exemplo de marca pessoal de sucesso.

Foto: Divulgação

Trainees da Ambev são selecionados pelo "brilho nos olhos"

O que é uma marca pessoal – Assim como os produtos, você também têm uma marca. Ela é um apanhado de características, hábitos e atitudes lembrados pelas pessoas na hora que pretendem definir como você é. A marca pessoal, também chamada de personal brand, é o que diferencia as pessoas uma das outras, é como elas se destacam. “Desde a roupa que usa, produtos que compra, música que ouve, tudo isso revela uma fotografia sua. Esses rótulos fazem parte de sua vida”, afirma o coordenador de MBA em gestão de marcas da Trevisan Escola de Negócios, Marcos Hiller. Segundo ele, a marca pessoal não é um símbolo e sim uma postura.

Importância de uma marca positiva – Não há o certo ou errado nas marcas pessoais, mas algumas estão mais próximas do que as empresas definem como ideais para uma determinada oportunidade profissional. Seja para conseguir a vaga ou uma promoção, a imagem que você deixa nas pessoas será usada para influenciar essa escolha. De acordo com Antonio Carlos Kronemberg, professor de marketing e coordenador de pós-graduação do Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais do Rio de Janeiro (Ibmec-RJ), uma pessoa é contratada pelo QI, quociente de inteligência, e demitida ou promovida pelo QE, quociente emocional, ou seja pela imagem que se tem dela. “Pesquisas mostram que 70% das demissões levam em conta a postura comportamental e não questões técnicas”, diz. Portanto, um profissional pode nem ligar para o que os seus colegas pensam dele, mas isso pode ser fundamental em seu futuro na empresa.

A hora de pensar em sua marca – Quem primeiro falou em estratégia para sua marca pessoal, ou personal branding, foi o especialista americano em gestão Tom Peters no final dos anos 90. De lá para cá, essa questão já virou treinamento, curso, livros e até disciplina de MBA. O que se sabe é que sua marca é definida durante toda sua vida. Lembre da imagem que você tem de seus colegas de colégio e estará lembrando da marca deles. Pense agora qual imagem que você gostaria que seus atuais colegas de empresa, ou de faculdade, além de professores e chefes, tenham de você daqui a cinco ou dez anos. Para que seja uma imagem positiva que possa ser útil no futuro para uma indicação profissional, vale a pena estabelecer uma estratégia a partir de agora.

 

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