Você pode ser autêntico e causar uma boa imagem no ambiente de trabalho. Muitas vezes isso é algo espontâneo, uma característica muito comum em pessoas de sucesso. Ou ainda pode ser fruto de uma estratégia de marca pessoal, ou personal branding. O objetivo de quem tem essa preocupação é ressaltar suas boas qualidades e evitar de ser lembrado pelos colegas de empresa ou faculdade justamente pelos pontos negativos, que todo mundo tem. Especialistas ouvidos pelo iG Estágio e Trainee mostram a base para construir uma marca de sucesso e também alguns caminhos para criar essa estratégia, além de alertarem para alguns pontos que costumam prejudicar a imagem de um profissional. Afinal, a valorização de sua marca pessoal pode ser um fator decisivo em sua carreira, uma prova disso é o tenista Gustavo Kuerten, que também dá suas dicas de personal branding.
O apresentador Luciano Huck é considerado uma marca pessoal de sucesso, principalmente pelo alinhamento de sua imagem e sua atitude
O que define uma marca de sucesso – Um dos especialistas mais conhecidos nesse assunto é o professor e escritor Arthur Bender, autor do livro Personal Branding, Construindo sua Marca Pessoal, que em um ano e meio chegou à quinta edição e é uma das referências nessa área. Segundo ele, existem quatro pilares para formar uma marca de sucesso. O primeiro é que sua marca seja conhecida, afinal “não basta ser bom, você tem de parecer ser bom”. O segundo é que seja diferente, pois “as pessoas costumam se juntar em grupos de iguais e é preciso se destacar”. O terceiro pilar é que a marca tenha relevância, ou seja importante para que esse diferencial o habilite para a vaga ou função que deseja. Por último, Bender diz que a marca tem que ter “qualidade percebida”, ou simplesmente coerência entre o que você quer transmitir e suas atitudes. “A marca de sucesso tem o poder de concentrar tudo isso”, diz. Ele dá como exemplos o tenista Gustavo Kuerten e o apresentador Luciano Huck.
Sua estratégia de branding – Não há uma fórmula para criar sua marca pessoal. Os especialistas ouvidos pelo iG Estágio e Trainee deram algumas dicas que podem ajudar você nesse caminho. Há faculdades tratam desse assunto em cursos de orientação de carreira. É o caso da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) e também do Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais do Rio de Janeiro (Ibmec-RJ). Especialistas indicam que usar esses serviços pode ser de grande ajuda. Outro caminho é procurar auxílio de um orientador ou coaching. Se nada disso estiver a seu alcance, seguem algumas orientações dos professores para você montar sua estratégia:
A primeira etapa do personal branding é a autoanálise. Para isso os especialistas indicam algumas perguntas para você se fazer. O ideal é listar, a partir dessa avaliação pessoal, quais são seus pontos positivos e negativos:
A segunda etapa é estabelecer um objetivo. Nos cursos, é o momento de olhar para frente, definir como gostaria de ser lembrado daqui a cinco ou dez anos com base nas características assinaladas na autoanálise.
A última é montar uma estratégia, que consiste em criar formas de destacar as características que são boas e trabalhar para corrigir as demais.
O que pode prejudicar sua imagem – No momento de avaliar como você é lembrado pelos colegas de faculdade ou trabalho, o mais difícil é levantar seus pontos negativos. O professor Kronemberg, do Ibmec-RJ, diz que existem alguns que podem prejudicar sua imagem profissional caso passem a fazer parte de sua marca pessoal. Ele destaca alguns desses sabotadores de imagem mais comuns apontados por alunos dos cursos de orientação de carreira da faculdade:
Redes sociais são locais públicos – Outro ponto destacado pelos orientadores de imagem das faculdades é a exposição na internet. De acordo com a professora Berenice Ring, coordenadora de cursos de branding da Escola de Administração da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo (FGV-SP), o estudante ou recém formado costuma ter um bom perfil na rede LinkedIn, voltada para profissionais, e se esquece de fazer o mesmo em outras mídias como Orkut, Facebook e Twitter. Ela lembra que algumas informações e comportamentos, mesmo fora do ambiente de trabalho, podem causar um dano na sua imagem na empresa. “Fotos, vídeos e comentários podem ser eternos na internet, ficam lá gravados. É bom evitar se expor muito quando se quer ter uma boa imagem profissional”, afirma. A orientação da coordenadora de pós-graduação da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), Adriana Gomes, é se lembrar sempre que as redes sociais são locais públicos e que cada vez mais empresas e chefes recorrem a ela para conhecer melhor seus funcionários.